setembro 14, 2013

Acreditar e Agir

Um viajante caminhava pelas margens de um grande lago de águas cristalinas e imaginava uma forma de chegar até o outro lado, onde era seu destino.
Suspirou profundamente enquanto tentava fixar o olhar no horizonte. A voz de um homem de cabelos brancos quebrou o silêncio momentâneo, oferecendo-se para transportá-lo. Era um barqueiro.
O pequeno barco envelhecido, no qual a travessia seria realizada, era provido de dois remos de madeira de carvalho.
O viajante olhou detidamente e percebeu o que pareciam ser letras em cada remo. Ao colocar os pés empoeirados dentro do barco, observou que eram mesmo duas palavras.
Num dos remos estava entalhada a palavra acreditar e no outro, agir.
Não podendo conter a curiosidade, perguntou a razão daqueles nomes originais dados aos remos.
O barqueiro pegou o remo, no qual estava escrito acreditar, e remou com toda força.
O barco, então, começou a dar voltas, sem sair do lugar em que estava.
Em seguida, pegou o remo em que estava escrito agir e remou com todo vigor.
Novamente o barco girou em sentido oposto, sem ir adiante.
Finalmente, o velho barqueiro, segurando os dois remos, movimentou-os ao mesmo tempo e o barco, impulsionado por ambos os lados, navegou através das águas do lago, chegando calmamente à outra margem.
Então, o barqueiro disse ao viajante:
Este barco pode ser chamado de autoconfiança. E a margem é a meta que desejamos atingir.
Para que o barco da autoconfiança navegue seguro e alcance a meta pretendida, é preciso que utilizemos os dois remos, ao mesmo tempo, e com a mesma intensidade: agir e acreditar.
Não basta apenas acreditar, senão o barco ficará rodando em círculos. É preciso também agir, para movimentá-lo na direção que nos levará a alcançar a nossa meta.
Agir e acreditar. Impulsionar os remos com força e com vontade, superando as ondas e os vendavais e não esquecer que, por vezes, é preciso remar contra a maré.

Gandhi tinha uma meta: libertar seu povo do jugo inglês. Tinha também uma estratégia: a não-violência.
Sua autoconfiança foi tanta que atingiu a sua meta sem derramamento de sangue. Ele não só acreditou que era possível, mas também agiu com segurança.
Madre Teresa também tinha uma meta: socorrer os pobres abandonados de Calcutá. Acreditou e agiu, superando a meta inicial, socorrendo pobres do mundo inteiro.
Albert Schweitzer traçou sua meta e chegou lá. Deixou o conforto da cidade grande e se embrenhou na selva da África francesa para atender aos nativos, no mais completo anonimato.
Como estes, teríamos outros tantos exemplos de homens e mulheres que não só acreditaram, mas que tornaram realidade seus planos de felicidade e redenção particular.

E você? Está remando com firmeza para atingir a meta a que se propôs?
Se o barco da sua autoconfiança está parado no meio do caminho ou andando em círculos, é hora de tomar uma decisão e impulsioná-lo com força e com vontade.
Lembre que só você poderá acioná-lo utilizando-se dos dois remos: agir e acreditar.

Site Momento Espírita


setembro 10, 2013

Mudanças de Atitude


Os guias espirituais afirmam que a Terra está no final de um ciclo de evolução e que no terceiro milênio os espíritos mais atrasados, tanto na crosta terrestre como no plano astral, serão afastados, para que, livre desses elementos, os que ficarem aqui possam desfrutar de uma vida melhor.

Quem acredita na violência como solução dos problemas não poderá mais reencarnar aqui. Terá que renascer em um planeta primitivo, sem as facilidades da era moderna.

Podem imaginar como será viver em um mundo sem eletricidade, rádio, computador, automóvel, televisão, cinema, telefone, raio-X, anestesia, etc.?
Uma pessoa maldosa, em uma sociedade mais primitiva, com costumes bárbaros, ao invés de abusar dos bons, como faz aqui, terá que enfrentar seus iguais e encarar a própria crueldade.

Havia, no astral inferior, muitos espíritos nessas condições. Foi-lhes oferecida uma última oportunidade: reencarnar aqui, tentar melhorar para poderem continuar ligados ao planeta. Como o ciclo está terminando e não havia tempo, foi feita uma verdadeira “varredura” no astral e reencarnaram muitos de uma vez. Eles estão no mundo, contribuindo para o considerável aumento da violência.
 
Zíbia Gasparetto
 
 

setembro 08, 2013

Amor



O amor é de essência divina, porque procede de Deus e vitaliza o universo, sustentando a vida em todos os seus aspectos.
Em tudo se encontra pulsante, como manifestação do Divino Psiquismo.

Em todos os reinos é de fundamental significação, especialmente no ser humano, sem o qual a existência se torna destituída de sentido psicológico e desaparece, desarticulando os objetivos essenciais da Vida.

Amar é desafio que todos devem enfrentar com alegria, pois que, somente ele equaciona as dificuldades existenciais, ampliando os objetivos da inteligência e dos sentimentos.

Quem ama, conduz Deus no imo, irradiando-O em forma de bênçãos que a tudo transforma e dignifica.

Joanna de Ângelis


setembro 07, 2013

Como os Lírios do Campo

Meu Pai!... As flores desabrocham nos jardins deixando no ar um perfume inebriante e primaveril!... Olho para elas, para as ruas, para os parques, para as janelas enfeitadas de colorido abundante e sinto dentro de mim um desejo enorme de renovar-me também da forma como é possível: através de roupas e demais aparatos, pois que é assim que o ser humano pode representar, perante a Criação, a sua alegria de viver. No entanto, meu Pai, sinto que muitas vezes me deixo levar pela vaidade e acabo adquirindo o supérfluo sem que dele necessite em tempo algum; sinto que meu gosto pela aparência consome a minha imaginação um pouco além do necessário, levando-me a trabalhar mais para gastar mais e abarrotando meus armários de objetos e produtos que quase nunca utilizo, passado o desejo de adquiri-los. Igualmente, Senhor, sinto que muitas vezes me queima sutilmente na alma um desejo imenso de sobressair-me no ambiente social que me é próprio aparentando, através de roupas, joias e demais cuidados, uma superioridade que nem sempre corresponde à verdade, e onde obedeço, simplesmente, o meu gosto pela ostentação...

Naturalmente que sei devo cuidar de meu corpo físico com a diligência que devo ter para com meu espírito, mas nem sempre sei colocar um freio a minha imaginação e exuberância... Por isso, Pai Amado, cuida de mim e de meus arroubos no que diz respeito à minha apresentação física e ao meu desejo de consumir por consumir. As vitrines iluminadas que me seduzem com seus artigos e cores, Senhor, acenam-me com uma felicidade que é tão bela quanto passageira... Me leva, Pai, a buscar adquirir os tesouros da alma, igualmente, para que mais tarde quando me chamares para o Plano Espiritual, eu não olhe para trás em lágrimas por ter deixado no pó da Terra tudo o que se constituía em meu tesouro maior!... 
 
Assim seja! 
 
André Luiz, IDEAL 


setembro 05, 2013

Jardim das borboletas

Com o tempo você vai percebendo que para ser feliz com outra pessoa,
você precisa em primeiro lugar, não precisar dela.


Percebe também que aquela pessoa que você ama ou acha que ama, e que não quer nada com você, definitivamente, não é a pessoa da sua vida.


Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.


O segredo é não correr atrás das borboletas...


é cuidar do jardim para que elas venham até você. 


No final das contas, você vai achar, não quem você estava procurando,
mas quem estava procurando por você.


Mario Quintana



setembro 03, 2013

O outro lado da vida

Um discípulo procurou seu mestre e perguntou:
- Mestre, como posso saber se existe mesmo vida após a morte?
O Mestre olhou para ele e respondeu:
- Encontre-me novamente após o sol se pôr.
O discípulo, meio contrariado, esperou algumas horas, ansioso pela resposta.
Logo que o sol se pôs, o discípulo voltou à presença do mestre. Assim que o discípulo apareceu, o mestre afirmou:
- Você percebeu o que houve? O sol morreu…
O discípulo ficou sem entender nada. Julgou que se tratava de uma brincadeira do mestre.
- Como assim mestre? Perguntou o discípulo. O sol não morreu, ele apenas se pôs no horizonte.
O mestre disse:
- Exatamente. O mesmo ocorre com todos nós após a morte. Se confiássemos apenas em nossa visão física, nos pareceria que o sol deixou de existir atrás da montanha. Mas no instante em que ele “morreu” no horizonte para nós, ele nasceu do outro lado do mundo, e se tornou visível para outras pessoas. O mesmo princípio rege a nossa alma. Após a morte do corpo, ela parece desaparecer aos nossos olhos, mas nasce no plano espiritual. A chama do espírito não se apaga, ela apenas passa a brilhar no outro lado da vida.

Hugo Lapa

 

setembro 01, 2013

Prece pela Fraternidade

Senhor... mais um dia amanheceu em minha existência pelo qual eu agradeço, rogando para ele a sua bênção e a sua Luz... Neste dia enfrentarei múltiplas situações, nas quais estarei em contato com irmãos de procedência distinta e cultura diversa, e nem sempre estaremos sintonizados na mesma forma de sentir e pensar... Meus olhos fitarão companheiros dos mais variados aspectos físicos e degraus sociais, obrigando-me a tomar toda uma série de atitudes para comunicar-me satisfatoriamente com eles, ensejando a que o imperativo da fraternidade educada prevaleça acima de quaisquer parâmetros. Por isso rogo, Pai, segura minha boca, estanca meu passo, fecha-me os olhos e encobre meus ouvidos se meu coração pulsar contrariamente à Tua Lei de Amor que ordena nos amemos e nos auxiliemos uns aos outros, indiferentemente de raça, cor, credo ou procedência. Adverte-me no imo da consciência, Senhor, se eu me portar de maneira indigna para com meu semelhante, e chama-me a atenção para as falhas que eu ainda carrego comigo e as quais eu devo corrigir, antes de corrigir os outros... Mostre-me com a força de Teu Amor a forma de como devo tratar o meu próximo, para que um dia, quando houveres por bem me provar, eu saiba testemunhar do que aprendi de Ti, no terreno da Fraternidade! Ajuda-me a dosar serenidade, compreensão, sabedoria, paciência, tolerância e compaixão na medida certa, para que aquele que se aproximar de mim saiba, mesmo que eu nada diga ou nada faça, que acima de qualquer diferença ou dificuldade, eu sou o seu irmão!... 
 
Assim seja!
 
André Luiz, IDEAL André, 2002